Projeto Hitchcock: Jovem e Inocente (1937)

31/03/2011

“Nos filmes de cinema o diretor é Deus; nos documentários Deus é o diretor” Alfred Hitchcock

Crédito: The Man Who Wrote Too Much

Considero Jovem e Inocente um novo marco na carreira do Mestre. Neste filme, a sua técnica avança mais um pouco e seu estilo vai cada vez mais se solidificando. Temos, talvez pela primeira vez, um casal protagonista extremamente simpático e identificável, cenas de ação filmadas com perfeição (que, em situações anteriores, se provaram um problema para o Mestre), a presença de um McGuffin, uma história que gira totalmente em torno do “homem inocente” (Em O Inquilino, Hitchcock brincava mais com a ambigüidade do personagem principal, que podia muito bem ser o vilão), o humor sendo usado com maestria… São elementos caros à filmografia de Hitchcock, e é a primeira vez que aparecem todos em um mesmo filme. Talvez aqui eles não estivessem tão refinados quanto as obras realizadas nos Estados Unidos, mas não se pode negar que este Jovem e Inocente hoje pode ser visto como um parâmetro para o que Hitch iria realizar posteriormente.

Depois de Ivor Novello, agora é a vez de Derrick de Marney, na pele do escritor Robert Tisdall, encarnar o papel do homem errado. Aqui, o protagonista é acusado de matar uma famosa atriz de cinema, sua amiga. A única que acredita em sua inocência é a filha do chefe de polícia, Erica, vivida por Nova Pillbeam (que já havia trabalhado com Hitchcock em O Homem que Sabia Demais). Juntos, eles partem do verdadeiro assassino. Continue lendo »