A Árvore da Vida (Dir: Terrence Malick)

21/09/2011

Atuação de Brad Pitt é um dos grandes destaques de A Árvore da Vida

Quando havia acabado de assistir A Árvore da Vida nos cinemas, aconteceu algo que eu nunca havia presenciado até então: pessoas da plateia reclamando em voz alta que odiaram o filme e/ ou não o entenderam. Esse fato, somado com as mensagens de repúdio sobre o filme postadas no fórum do IMDB (Internet Movie Database), serve para mostrar que o filme de Terrence Malick (de Além da Linha Vermelha e O Novo Mundo) não é para todos os gostos. É uma obra que vai exigir muita reflexão e concentração da parte dos espectadores, o que não significa que ela seja insuportável. Na verdade, para quem aprecia cinema feito com qualidade vai se deliciar com a estética criada por Malick, sem dúvida uma das mais inventivas dos últimos anos.

A árvore do título, primeiramente, se refere a uma muda plantada pelo senhor O’Brien (Brad Pitt) e seus filhos, ainda muito pequenos. A partir daí, o filme inteiro vai girar em torno da relação tensa entre o pai e os três filhos. Um deles, Jack (Hunter McCracken na infância e Sean Penn na idade adulta), um menino inocente e brincalhão que, pouco a pouco, passa a se desencantar com a vida. Ao chegar à maturidade, ele se vê sem saída, acuado num mundo que não o acolheu. Continue lendo »

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Cowboys e Aliens (Dir: Jon Favreau)

15/09/2011

Jake (Daniel Craig) aguarda o ataque iminente dos alienígenas

O gênero de faroeste, assim como o musical, está restrito a alguns poucos filmes lançados anualmente pelo cinema estadunidense já há algumas décadas. E mesmo estes parcos títulos, para possibilitar a sua vendagem no mercado, sempre trazem algum elemento a mais, que os diferenciam da estrutura clássica do gênero. É o caso de Bravura Indômita, que chama mais a atenção como mais um filme autoral dos Irmãos Coen do que como um faroeste em si. Outro exemplo é este Cowboys e Aliens, que aposta numa sobrevida ao faroeste misturá-lo com a ficção científica.

Apesar da sua proposta pioneira, o filme do diretor Jon Favreau (que assinou os filmes da franquia Homem de Ferro) não passa de entretenimento puro, algo já sugerido pelo título. As pessoas que por ventura se interessarem em conferir o filme o farão com apenas um objetivo em mente: assistir a uma briga entre os caubóis e os aliens. E é isso mesmo que Favreau oferece. Não procure aqui por desenvolvimento de trama ou personagens, pois se é isso que você quer, certamente sairá decepcionado. Continue lendo »


Apollo 18 – A Missão Proibida (Dir: Gonzalo López-Gallego)

10/09/2011
Apollo 18

O astronauta Nathan (Lloyd Owen) vai encontrar mais do que procurava na Lua

Já faz mais de uma década que A Bruxa de Blair estreou nos cinemas, no longínquo ano de 1999. O filme, mesmo com baixo orçamento e sem nenhum nome conhecido na frente ou atrás das câmeras, revolucionou o gênero do terror com uma excelente campanha de marketing mas, principalmente, com a maneira de filmar. A Bruxa de Blair nada mais é do que um suposto relato verídico sobre três jovens cineastas que desapareceram em uma floresta. Só o que vemos na tela são as fitas gravadas por eles, que foram encontradas um ano depois. Quando o público da época se viu acompanhando tão de perto o martírio dos jovens, sentiu uma dose de realismo poucas vezes experimentada no cinema antes. Nascia, então, a moda de se fazer filmes que pareciam ser de verdade, com o conteúdo sendo captado por câmeras manejadas pelos próprios personagens. Esse tipo de técnica consegue trazer o espectador mais pra perto dos fatos, aumentando a sua tensão: não é à toa que ela foi usada principalmente em filmes de terror. Os resultados foram, na maioria das vezes, positivo, graças às boas premissas e uso inteligente da câmera: podemos citar Cloverfield – Monstro, Atividade Paranormal e REC.

E esse sub-gênero do terror acabou de ganhar mais um integrante, embora o resultado não tenha sido tão satisfatório. Sim, porque Apollo 18 – A Missão Proibida mete os pés pelas mãos ao lançar mão do recurso das “câmeras-personagens”. Dessa vez, o pretexto para elas serem o centro da história é a última viagem dos astronautas estadunidenses à Lua. A Apollo 18 (que segundo o filme só existiu extraoficialmente) tem como missão instalar câmeras na superfície lunar. Para quê? Nem os três astronautas a bordo da nave, nem o público sabe. Mas, é lógico, com o tempo, vamos descobrir. Continue lendo »