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	<title>Cine Análise</title>
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	<description>Discutindo a sétima arte</description>
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		<title>Cine Análise</title>
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		<title>Atividade Paranormal 3 (Dir: Henry Joost e Ariel Schulman)</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Nov 2011 04:42:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Piola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Terror]]></category>
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		<description><![CDATA[Em 2007, estreava nos cinemas um filme de terror que não era lá dos mais originais (reciclava uma ideia já bem explorada em A Bruxa de Blair), mas que mesmo assim se tornou um sucesso absoluto de bilheteria. O público se surpreendeu com um filme em que o “monstro” não aparecia e com sustos escassos, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineanalise.wordpress.com&amp;blog=11783146&amp;post=766&amp;subd=cineanalise&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_767" class="wp-caption aligncenter" style="width: 429px"><a href="http://cineanalise.files.wordpress.com/2011/11/as-irmc3a3s-katie-e-kristi-tentam-invocar-a-bloody-mary-em-atividade-paranormal-3.jpg"><img class=" wp-image-767" title="Crédito: Thebloodsprayer.com" src="http://cineanalise.files.wordpress.com/2011/11/as-irmc3a3s-katie-e-kristi-tentam-invocar-a-bloody-mary-em-atividade-paranormal-3.jpg?w=419&#038;h=223" alt="" width="419" height="223" /></a><p class="wp-caption-text">As irmãs Katie e Kristi tentam invocar a Bloody Mary em Atividade Paranormal 3</p></div>
<p style="text-align:justify;">Em 2007, estreava nos cinemas um filme de terror que não era lá dos mais originais (reciclava uma ideia já bem explorada em <strong>A Bruxa de Blair</strong>), mas que mesmo assim se tornou um sucesso absoluto de bilheteria. O público se surpreendeu com um filme em que o “monstro” não aparecia e com sustos escassos, mas que, quando viam, gelavam a espinha. Orçado em apenas 15 mil dólares, <strong>Atividade Paranormal</strong> rendeu quase 200 milhões no mundo todo. Com esse sucesso todo e dada a falta de criatividade que vem afetando Hollywood nos últimos tempos, era mais do que óbvio que uma sequência viria.</p>
<p style="text-align:justify;">E ela veio. E mais outra. <strong>Atividade Paranormal 3</strong> estreou já há algum tempo nos cinemas, tentando ainda capitalizar em cima do filme original da série. E, até agora, tem conseguido, já que a produção já arrecadou cerca de 100 milhões de dólares a nível global. Mas, se o público continua curioso a respeito de Katie e a entidade que persegue a sua família, a inspiração dos roteiristas e diretores já dá sinais de desgaste. Sim, aconteceu o que eu já suspeitava e temia: Atividade Paranormal 3 repete a estrutura do primeiro e segundo filme da série. Tudo bem que isso geralmente acontece com a maioria das franquias de horror, mas o problema com esse novo capítulo é que a trama, de tão batida, já não assusta mais. Além do mais, os diretores <strong>Henry Joost e Ariel Schulman</strong> demonstram a sua falta de experiência ao tornar o filme mais sem graça do que já estava.<span id="more-766"></span></p>
<p style="text-align:justify;">A primeira falha já pode ser percebida ao se ler a sinopse da obra, antes mesmo de entrar no cinema: depois do clímax do segundo episódio, o que ficou na cabeça do público era apenas o que aconteceria a seguir, e se determinados personagens seriam encontrados. Pois bem, e para onde Atividade Paranormal nos leva? Ao passado! Sim, numa manobra bastante picareta, os criadores da franquia resolveram extorquir ainda mais o seu público pagante ao alongar a história com mais uma <em>prequel</em> (sim, porque o segundo também se passa, em sua maior parte, antes do original) antes de seguir com a história em uma provável quarta parte. Daria até pra desculpar essa volta no tempo se pelo menos ela nos fornecesse algumas respostas sobre a assombração atrelada à família de Katie, mas ela só nos faz o favor de confundir ainda mais as nossas cabeças, com dados insuficientes e que beiram o ridículo e o inacreditável.</p>
<p style="text-align:justify;">Sabe o que ficou faltando também? O suspense, que havia funcionado muito bem nos dois primeiros filmes. A progressão lenta dos acontecimentos nessas fitas era o que as fazia diferentes de outras produções atuais do gênero, era o que nos deixava perguntando como e quando seria o próximo ataque (só sabíamos que ele seria mais intenso que o último). Com isso, passávamos a nos preocupar com os personagens e a segurança deles.</p>
<p style="text-align:justify;">Infelizmente, isso não existe mais aqui: não há evolução de coisa alguma, apenas umas “visitinhas” aqui e acolá do espírito, uma totalmente desconectada da outra. O final, que deveria deixar a todos de cabelo em pé, é muito rápido para deixar qualquer impacto. A única fonte de tensão (e, surpresa, o único elemento novo trazido pelo filme) é uma câmera móvel colocada na cozinha, que demora para realizar um ciclo completo (de 180 graus), forçando o impaciente espectador a esperar para ver o que está acontecendo em outra parte do cômodo. Mas é pouco para tornar o filme interessante.</p>
<p style="text-align:justify;">E a história ainda demora a engrenar (mesmo só tendo 84 minutos de duração). O motivo? Somos obrigados a aguentar uma meia hora de sustos falsos, do tipo “pulo do gato”. Eles podem até nos pegar desprevenidos, mas, ao invés de ficarmos satisfeitos com a cena, ficamos é com raiva. Por não haver muita história pra contar, a solução encontrada foi enrolar o espectador um pouquinho para que o longa não ficasse curto demais. Mas isso acaba por encher o saco antes mesmo da tal “atividade” começar. E, quando ela começa, é aquilo que já havia dito acima: não há nenhuma diferença com o que já havia sido mostrado nos dois primeiros filmes da franquia. Quando já se sabe de cor e salteado o que vai acontecer, é difícil ficar assustado.</p>
<p style="text-align:justify;">A série Atividade Paranormal tinha tudo para se tornar uma excelente série cinematográfica de horror (existe alguma inteiramente boa?), mas pelo rumo que ela está levando, não vai ser nada mais do que um produto caça-níqueis, sem nenhuma qualidade ou objetivo que não o ganho financeiro. Os seus criadores, pelo visto, vão ganhar muito dinheiro ainda com a franquia, mas eu garanto: do meu bolso, eles não levam nem mais um centavo.</p>
<address><strong><em>FICHA TÉCNICA</em></strong></address>
<address> </address>
<address><strong><em>Título original: </em></strong><em>Paranormal Activity 3</em></address>
<address><strong><em>Ano de lançamento:</em></strong><em> 2011</em></address>
<address><strong><em>Direção: </em></strong><em>Henry Joost, Ariel Schulman</em></address>
<address><strong><em>Produção:</em></strong><em> </em><em>Jason Blum, Oren Peli, Steven Schneider</em></address>
<address><strong><em>Roteiro:</em></strong><em> Chrstopher Landon, baseado no filme de Oren Peli</em></address>
<address><strong><em>Duração: </em></strong><em>84 minutos</em></address>
<address><strong><em>Elenco:</em></strong><em> Christopher Nicholas Smith (Dennis), Lauren Bittner (Julie), Chloe Csengery (Katie), Jessica Tyler Brown (Kristi)</em></address>
<address> </address>
<address><strong>Nota: 2.0</strong></address>
<br />Filed under: <a href='http://cineanalise.wordpress.com/category/terror/'>Terror</a> Tagged: <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/a-bruxa-de-blair/'>A Bruxa de Blair</a>, <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/ariel-schulman/'>Ariel Schulman</a>, <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/atividade-paranormal/'>Atividade Paranormal</a>, <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/atividade-paranormal-2/'>Atividade Paranormal 2</a>, <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/atividade-paranormal-3/'>Atividade Paranormal 3</a>, <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/critica/'>Crítica</a>, <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/henry-joost/'>Henry Joost</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cineanalise.wordpress.com/766/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cineanalise.wordpress.com/766/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cineanalise.wordpress.com/766/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cineanalise.wordpress.com/766/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cineanalise.wordpress.com/766/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cineanalise.wordpress.com/766/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cineanalise.wordpress.com/766/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cineanalise.wordpress.com/766/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cineanalise.wordpress.com/766/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cineanalise.wordpress.com/766/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cineanalise.wordpress.com/766/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cineanalise.wordpress.com/766/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cineanalise.wordpress.com/766/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cineanalise.wordpress.com/766/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineanalise.wordpress.com&amp;blog=11783146&amp;post=766&amp;subd=cineanalise&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Terror na Água (Dir: David R. Ellis)</title>
		<link>http://cineanalise.wordpress.com/2011/11/10/terror-agua/</link>
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		<pubDate>Thu, 10 Nov 2011 08:18:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Piola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ação]]></category>
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		<category><![CDATA[Tubarão]]></category>

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		<description><![CDATA[A tecnologia 3D veio para ficar? Ainda é cedo para dizer. Os filmes em três dimensões já experimentaram um curto apogeu nos anos 50, mas, em poucos anos, caíram no esquecimento. Foi só recentemente que uma nova fase surgiu, mais aprimorada tecnologicamente, proporcionando imagens em perspectiva que não cansam tanto a vista dos espectadores (um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineanalise.wordpress.com&amp;blog=11783146&amp;post=762&amp;subd=cineanalise&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_763" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://cineanalise.files.wordpress.com/2011/11/crc3a9dito-filme-trailer.jpg"><img class="size-full wp-image-763" title="Crédito Filme-Trailer" src="http://cineanalise.files.wordpress.com/2011/11/crc3a9dito-filme-trailer.jpg?w=450&#038;h=300" alt="" width="450" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Sara (Sarah Paxton) é ataca por tubarão em filme pouco memorável; 3D se destaca</p></div>
<p style="text-align:justify;">A tecnologia 3D veio para ficar? Ainda é cedo para dizer. Os filmes em três dimensões já experimentaram um curto apogeu nos anos 50, mas, em poucos anos, caíram no esquecimento. Foi só recentemente que uma nova fase surgiu, mais aprimorada tecnologicamente, proporcionando imagens em perspectiva que não cansam tanto a vista dos espectadores (um dos principais fatores que causaram a derrocada do 3D na década de 50). Mas, se o aspecto técnico melhorou, não se pode dizer o mesmo do conteúdo. Para cada obra-prima como <a href="http://cineanalise.wordpress.com/2010/02/01/especial-oscar-avatar-dir-james-cameron/"><strong>Avatar</strong></a>, de <strong>James Cameron</strong>, temos um sem fim de produções caça-níqueis, cujo único objetivo é capitalizar em cima do recurso, já que os ingressos para filmes em três dimensões são mais caros que os normais. Obviamente, esse segundo tipo apresenta uma qualidade bastante duvidosa: sem o 3D, seriam um longa sem qualquer atrativo.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Terror na Água</strong> (uma tradução bastante genérica para o bom título original, Shark Night – Noite dos Tubarões, em português) se encaixa na segunda categoria. É um filme na linha do medíocre, servindo apenas como um passatempo para quem não tem mais nada para fazer. Não fosse o “fator 3D” e os efeitos visuais um pouco mais caprichados do que o usual, a produção poderia muito bem se passar por um filme para TV. Há quem consiga se divertir com a história, mas para aqueles que, como eu, ansiavam por um sucessor de <strong>Tubarão</strong> (lançado há mais de 35 anos), não dá pra negar que Terror na Água seja decepcionante. Na verdade, a fita mais tenta beber da fonte do clássico de <strong>Spielberg</strong> (como se pode comprovar já na cena de abertura) do que renová-lo. Talvez Tubarão ainda não precise de uma revitalização de tão bom que é, mas o fato é que, se colocarmos os dois filmes lado a lado, Terror na Água sai perdendo em todos os quesitos.<span id="more-762"></span></p>
<p style="text-align:justify;">Mas é melhor encerrarmos por aqui as comparações, já que Tubarão é um legítimo blockbuster (o primeiro, aliás) dirigido por um dos cineastas mais promissores da época, enquanto que Terror na Água está mais pra um tapa-buraco na programação dos cinemas, com direção (<strong>David R. Ellis</strong>, de bombas como <strong>Celular, Premonição 4</strong> e <strong>Serpentes a Bordo)</strong> e elenco de segunda (<strong>Katherine McPhee</strong>, do American Idol? Por Deus!): são dois pesos e duas medidas.</p>
<p style="text-align:justify;">Ellis parece ter fobia de inovar, já que praticamente nenhuma cena traz algo de novo: fica-se com aquela sensação de “já vi isso em algum lugar&#8230;” durante toda a projeção de Terror na Água. Os clichês vão se amontoando minuto a minuto: temos a viagem para um local isolado (que obviamente não tem sinal de celular, para dificultar a vida dos jovens/presuntos da vez), a mocinha e o mocinho recatados como protagonistas (e que, surpresa, duram até o final, sorte não compartilhada pelo resto do grupo), tentativas frustradas de fuga e, claro, uma reviravolta. Ok, admito que ela me pegou de surpresa, mas é daquelas surpresas que pioram com o tempo, já que ela não faz sentido algum. Pelo menos o ponto de virada do filme é original, trazendo um pouco de suspense à trama, apesar da falta de plausibilidade. As novas informações apresentadas atiçam a nossa curiosidade, mas só: o filme não fica melhor por causa disso. Ao contrário, logo depois da explicação sobre como tubarões foram parar em um lago, Terror na Água volta a ser o filmeco que era, com uma narrativa extremamente convencional e que pode arrancar bocejos até nas cenas de ação.</p>
<p style="text-align:justify;">O que salva o filme é o 3D, por incrível que pareça. Enquanto que muitas produções meia-boca ou desperdiçam a tecnologia com efeitos quase imperceptíveis ou são convertidas por terem sido filmados em duas dimensões (o que quase nunca dá certo se o processo não é feito com esmero – o último filme do <strong>Harry Potter</strong> está aí pra provar), Terror na Água consegue fazer diferença, principalmente nas cenas submarinas. Quando adota-se o ponto de vista de um tubarão ou algum personagem está debaixo d’água, o que acontece várias vezes durante a fita, tem-se a impressão de que estamos junto com os personagens. A sensação de profundidade é simplesmente espetacular, e isso vindo de alguém que já viu mais de uma dezena de filmes em três dimensões, convertidos ou não. Os tubarões também não estão risíveis como era de se esperar: estão bem irreais, é claro, mas pelo menos convencem nos movimentos e nas cenas de perseguição e, digamos, “alimentação”.</p>
<p style="text-align:justify;">Provavelmente o filme teria sido mais agradável de se assistir se fosse um pouco mais satírico e bem-humorado (uma sacada que foi muito bem aproveitada em no recente remake de Piranha), mas, infelizmente, um longa desse calibre nem tem a capacidade de rir de si mesmo. Com uma produção desleixada, Terror na Água arruína todas as chances de se tornar ao menos um pouquinho memorável.</p>
<p style="text-align:justify;">Esse é um daqueles filmes pra se ver e esquecer assim que as luzes do cinema se acendem. É só mais um na cada vez mais longa fila de produções que só querem lucrar com o mercado 3D, que continua com uma boa demanda. Então, a má qualidade dos atuais filmes em três dimensões está um pouco nas nossas costas: enquanto houver gente para assisti-los, Hollywood continuará fazendo-os. O público e os estúdios saem ganhando: quem sai perdendo é o cinema.</p>
<address><strong><em>FICHA TÉCNICA</em></strong></address>
<address> </address>
<address><strong><em>Título original: </em></strong><em>Shark Night 3D</em></address>
<address><strong><em>Ano de lançamento:</em></strong><em> 2011</em></address>
<address><strong><em>Direção: </em></strong><em>David R. Ellis</em></address>
<address><strong><em>Produção:</em></strong><em> Chris Briggs, Mike Fleiss, Lynette Howell</em></address>
<address><strong><em>Roteiro:</em></strong><em> Will Hayes, Jesse Studenberg</em></address>
<address><strong><em>Duração: </em></strong><em>91 minutos</em></address>
<address><strong><em>Elenco:</em></strong><em> Sara Paxton (Sara), Dustin Mulligan (Nick), Chris Carmack (Dennis), Katherine McPhee (Beth)</em></address>
<address> </address>
<address><strong>Nota: 4.0</strong></address>
<br />Filed under: <a href='http://cineanalise.wordpress.com/category/acao/'>Ação</a> Tagged: <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/3d/'>3D</a>, <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/avatar/'>Avatar</a>, <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/critica/'>Crítica</a>, <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/david-r-ellis/'>David R. Ellis</a>, <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/harry-potter/'>Harry Potter</a>, <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/james-cameron/'>James Cameron</a>, <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/katherine-mcphee/'>Katherine McPhee</a>, <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/steven-spielberg/'>Steven Spielberg</a>, <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/terror-na-agua/'>Terror na Água</a>, <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/tubarao/'>Tubarão</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cineanalise.wordpress.com/762/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cineanalise.wordpress.com/762/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cineanalise.wordpress.com/762/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cineanalise.wordpress.com/762/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cineanalise.wordpress.com/762/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cineanalise.wordpress.com/762/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cineanalise.wordpress.com/762/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cineanalise.wordpress.com/762/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cineanalise.wordpress.com/762/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cineanalise.wordpress.com/762/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cineanalise.wordpress.com/762/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cineanalise.wordpress.com/762/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cineanalise.wordpress.com/762/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cineanalise.wordpress.com/762/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineanalise.wordpress.com&amp;blog=11783146&amp;post=762&amp;subd=cineanalise&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>CineAnálise em outubro</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Oct 2011 04:51:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Piola</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Oi pessoal! Vocês devem ter notado que o CineAnálise está meio parado&#8230;Pois bem, o motivo é que estou terminando o meu TCC, e nessa reta final (entrego no começo de novembro) eu preciso de todo o tempo disponível! Então, volto a postar críticas no final de outubro. Fiquem tranquilos, que não vou desaparecer como da [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineanalise.wordpress.com&amp;blog=11783146&amp;post=756&amp;subd=cineanalise&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Oi pessoal! Vocês devem ter notado que o CineAnálise está meio parado&#8230;Pois bem, o motivo é que estou terminando o meu TCC, e nessa reta final (entrego no começo de novembro) eu preciso de todo o tempo disponível! Então, volto a postar críticas no final de outubro. Fiquem tranquilos, que não vou desaparecer como da última vez. Dessa vez, estou totalmente comprometido com o blog, apenas preciso de um tempinho para concluir meu projeto, senão não me formo, hehe! Até breve!</p>
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	</item>
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		<title>A Árvore da Vida (Dir: Terrence Malick)</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Sep 2011 14:32:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Piola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Drama]]></category>
		<category><![CDATA[2001 - Uma Odisseia no Espaço]]></category>
		<category><![CDATA[A Árvore da Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Alexandre Desplat]]></category>
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		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<category><![CDATA[Stanley Kubrick]]></category>
		<category><![CDATA[Terrence Malick]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando havia acabado de assistir A Árvore da Vida nos cinemas, aconteceu algo que eu nunca havia presenciado até então: pessoas da plateia reclamando em voz alta que odiaram o filme e/ ou não o entenderam. Esse fato, somado com as mensagens de repúdio sobre o filme postadas no fórum do IMDB (Internet Movie Database), [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineanalise.wordpress.com&amp;blog=11783146&amp;post=752&amp;subd=cineanalise&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_754" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://cineanalise.files.wordpress.com/2011/09/crc3a9dito-ambrosia.jpg"><img class="size-full wp-image-754" title="Crédito - Ambrosia" src="http://cineanalise.files.wordpress.com/2011/09/crc3a9dito-ambrosia.jpg?w=450&#038;h=241" alt="" width="450" height="241" /></a><p class="wp-caption-text">Atuação de Brad Pitt é um dos grandes destaques de A Árvore da Vida</p></div>
<p style="text-align:justify;">Quando havia acabado de assistir <strong>A Árvore da Vida</strong> nos cinemas, aconteceu algo que eu nunca havia presenciado até então: pessoas da plateia reclamando em voz alta que odiaram o filme e/ ou não o entenderam. Esse fato, somado com as mensagens de repúdio sobre o filme postadas no fórum do IMDB (Internet Movie Database), serve para mostrar que o filme <strong>de Terrence Malick</strong> (de <strong>Além da Linha Vermelha </strong>e<strong> O Novo Mundo</strong>) não é para todos os gostos. É uma obra que vai exigir muita reflexão e concentração da parte dos espectadores, o que não significa que ela seja insuportável. Na verdade, para quem aprecia cinema feito com qualidade vai se deliciar com a estética criada por Malick, sem dúvida uma das mais inventivas dos últimos anos.</p>
<p style="text-align:justify;">A árvore do título, primeiramente, se refere a uma muda plantada pelo senhor O’Brien (<strong>Brad Pitt</strong>) e seus filhos, ainda muito pequenos. A partir daí, o filme inteiro vai girar em torno da relação tensa entre o pai e os três filhos. Um deles, Jack (<strong>Hunter McCracken</strong> na infância e <strong>Sean Penn</strong> na idade adulta), um menino inocente e brincalhão que, pouco a pouco, passa a se desencantar com a vida. Ao chegar à maturidade, ele se vê sem saída, acuado num mundo que não o acolheu.<span id="more-752"></span></p>
<p style="text-align:justify;">De todas as temáticas abordadas no longa (e são muitas), as escolhas feitas por cada um de nós e as suas consequências parecem se sobressair (digo “parece” pois é impossível não fazer uso do subjetivismo na análise de A Árvore da Vida – mais sobre isso à frente). É crucial o monólogo da senhora O’Brien (<strong>Jessica Chastain</strong>), a respeito da graça e da natureza, logo no começo do longa. A primeira não tenta agradar a si mesma, se resignando quando é maltratada; já a segunda só deseja o seu próprio prazer, manipulando outros para chegar ao seu objetivo. Então, qual caminho seguir? A resposta não é tão óbvia quanto se imagina (nada neste filme o é), já que a graça leva uma vida de sofrimento, enquanto que a natureza segue contente, soberana.</p>
<p style="text-align:justify;">Aliás, a natureza ocupa um grande papel em A Árvore da Vida. Em determinado momento, a história, que vai sendo contada de maneira não-linear, quase labiríntica, é interrompida por completo, cedendo seu lugar a um longo segmento de imagens espaciais de todo o Universo, do Sistema Solar e, finalmente, da Terra e dos seus diferentes períodos. Malick nos mostra cenas com lava e vulcões (o início do mundo?) e depois uma curta cena com dinossauros. É o momento mais ousado do cineasta, e, por isso mesmo, um dos mais impactantes para a plateia, que está ou admirada com tanta beleza e lirismo ou está praguejando a falta de nexo da película.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas, então, o que esse corte imenso de tempo e lugar que dizer? Respondo com outra pergunta, que deve decepcionar quem estiver lendo: o seu significado é mesmo importante? Para mim, a intenção de Malick é fazer o seu espectador sair do marasmo e pensar um pouco pra variar, não sendo relevante se tal meditação está de acordo com o que foi inicialmente intencionado pelo cineasta. Lendo outras críticas do filme, percebi que muitas entenderam essa parte como sendo uma mostra do quanto o homem é insignificante perante a natureza. Já eu não compartilho de tal visão: há, sim, uma relação entre a natureza retratada e o núcleo humano do longa, mas não uma caracterizada pela dominância, e sim, pela complementaridade. A natureza tem seu próprio fluxo, seu próprio ritmo. Não pode ser interrompida, está sempre indo para a frente. Quanto ao homem, ele tenta seguir a mesma trajetória, porém não consegue. Seus problemas materiais, conflitos internos, medos e neuras impedem-no de alcançar a estabilidade natural. A natureza dá a impressão de estar ali como um modelo a ser seguido. Entretanto, não é a natureza que só liga para si mesma? Deve-se seguir os seus conselhos, ou depreender um caminho próprio? A graça desses conflitos é que eles não tem uma solução aparente: ela cabe apenas à plateia. Provavelmente, o fato de que uma parte dela não ter apreciado o filme é que esta não está acostumada com filmes mais densos e provocantes.</p>
<p style="text-align:justify;">Não é à toa que Malick está sendo comparado, a torto e a direito, com o grande mestre <strong>Stanley Kubrick</strong>. A sua sequência com os planetas lembra muito os belíssimos planos de <strong>2001 – Uma Odisseia no Espaço</strong>. Essa semelhança pode ser explicada pelos efeitos terem sido desenvolvidos por Douglas Trumbull, que esteve envolvido no clássico de Kubrick. O resultado é esplêndido e realista, tendo-se em conta que são usados efeitos óticos, e não computadorizados. A comparação entre os dois também se justifica por A Árvore da Vida não fazer muito sentido para quem assiste, assim como 2001 é até hoje pouco compreendido em sua extensão. Pode-se dizer que ambas são “obras abertas”, cujos significados devem ser preenchidos pelos espectadores.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas nada lembra mais o cineasta de 2001 em A Árvore da Vida do que o apuro técnico na captura da imagem. Kubrick era um perfeccionista: filmava certas cenas centenas de vezes se fosse necessário, de modo que o resultado saísse impecável. Não sei se este é o método utilizado por Malick, mas o fato é que cada cena do seu filme te deixa sem fôlego de tão bonita. Já falamos da sequência espacial, mas as cenas que lidam com o cotidiano da família são tão ou até mais belas do que aquela, pelo fato de mostrarem novidades no trivial. Seja por meio de uma fotografia viva e pulsante (o uso da luz solar é frequente) ou fria e melacólica (nas cenas com Sean Penn), seja pela trilha sonora de <strong>Alexandre Desplat</strong> (que emociona ao se casar perfeitamente com as imagens), seja pela movimentação incomum da câmera, cada cena de A Árvore da Vida parece um quadro, bem ao estilo dos filmes de Kubrick.</p>
<p style="text-align:justify;">Quanto às atuações, não há concorrência: o filme é de Brad Pitt. A falta de diálogos não é um empecilho para o ator, que consegue expressar brilhantemente uma gama de emoções apenas com o rosto e expressão corporal. Um ator medíocre poderia fazer do Sr. O’Brien um vilão: Pitt o torna humano, falho e incompreendido. Se ele não for indicado ao <strong>Oscar</strong> ano que vem, será uma grande injustiça. Jessica Chastain também faz um bom trabalho, principalmente nas cenas iniciais, quando uma tragédia se abate sobre sua família. O único revés da fita é a quase ausência de Sean Penn, cuja participação não dura mais do que dez minutos (e o filme tem mais de duas horas!). Ele foi muito mal aproveitado, e o próprio ator expressou publicamente sua indignação. Penn alega que o filme no papel fazia todo o sentido, mas, quando se viu na tela, ele não compreendeu o que o seu personagem estava fazendo na história. Realmente, apesar de ter uma certa importância (ao mostrar a decepção do adulto em relação ao mundo), o personagem de Penn parece deslocado da trama.</p>
<p style="text-align:justify;">Voltando à reflexão do começo, o título pode se referir à árvore plantada pelos O’Brien, mas, num nível metafórico, ela guarda relações com o próprio homem. Como a árvore que cresce, ramifica-se e dá frutos, o ser humano também precisa evoluir e encontrar o seu destino, algo para se viver, ou acabará amargurado como Jack. E, tal qual as inúmeras galhadas de uma grande árvore, também o filme apresenta inúmeras maneiras e caminhos para se seguir. Você pode vê-lo como um filme intragável, impossível de se entender, ou pode dar uma chance a ele e passar por uma experiência cinematográfica única. Ou pode entender A Árvore da Vida do seu próprio jeito: o importante é aproveitar algo &#8211; qualquer coisa &#8211; da obra.</p>
<address><strong><em>FICHA TÉCNICA</em></strong></address>
<address> </address>
<address><strong><em>Título original: </em></strong><em>The Tree of Life</em></address>
<address><strong><em>Ano de lançamento:</em></strong><em> 2011</em></address>
<address><strong><em>Direção: </em></strong><em>Terrence Malick</em></address>
<address><strong><em>Produção:</em></strong><em> </em><em>Dede Gardner, Sarah Green, Grant Hill, Brad Pitt</em></address>
<address><strong><em>Roteiro:</em></strong><em> Terrence Malick</em></address>
<address><strong><em>Duração: </em></strong><em>139 minutos</em></address>
<address><strong><em>Elenco:</em></strong><em> Brad Pitt (Sr. O’Brien), Jessica Chastain (Sra. O’Brien), Sean Penn (Jack – idade adulta), Hunter McCracken(Jovem Jack)</em></address>
<address> </address>
<address><strong>Nota: 9.5</strong></address>
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			<media:title type="html">Crédito - Ambrosia</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Cowboys e Aliens (Dir: Jon Favreau)</title>
		<link>http://cineanalise.wordpress.com/2011/09/15/cowboys-aliens/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Sep 2011 17:37:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Piola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Faroeste]]></category>
		<category><![CDATA[Ficção científica]]></category>
		<category><![CDATA[Bravura Indômita]]></category>
		<category><![CDATA[Cowboys e Aliens]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Craig]]></category>
		<category><![CDATA[Frank Capra]]></category>
		<category><![CDATA[Harrison Ford]]></category>
		<category><![CDATA[Homem de Ferro]]></category>
		<category><![CDATA[Irmãos Coen]]></category>
		<category><![CDATA[Jon Favreau]]></category>
		<category><![CDATA[Olivia Wilde]]></category>

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		<description><![CDATA[O gênero de faroeste, assim como o musical, está restrito a alguns poucos filmes lançados anualmente pelo cinema estadunidense já há algumas décadas. E mesmo estes parcos títulos, para possibilitar a sua vendagem no mercado, sempre trazem algum elemento a mais, que os diferenciam da estrutura clássica do gênero. É o caso de Bravura Indômita, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineanalise.wordpress.com&amp;blog=11783146&amp;post=745&amp;subd=cineanalise&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_746" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://cineanalise.files.wordpress.com/2011/09/crc3a9ditos-salada-de-cinema.jpg"><img class="size-full wp-image-746" title="Créditos - Salada de cinema" src="http://cineanalise.files.wordpress.com/2011/09/crc3a9ditos-salada-de-cinema.jpg?w=450&#038;h=313" alt="" width="450" height="313" /></a><p class="wp-caption-text">Jake (Daniel Craig) aguarda o ataque iminente dos alienígenas</p></div>
<p style="text-align:justify;">O gênero de faroeste, assim como o musical, está restrito a alguns poucos filmes lançados anualmente pelo cinema estadunidense já há algumas décadas. E mesmo estes parcos títulos, para possibilitar a sua vendagem no mercado, sempre trazem algum elemento a mais, que os diferenciam da estrutura clássica do gênero. É o caso de <strong>Bravura Indômita</strong>, que chama mais a atenção como mais um filme autoral dos <strong>Irmãos Coen</strong> do que como um faroeste em si. Outro exemplo é este <strong>Cowboys e Aliens</strong>, que aposta numa sobrevida ao faroeste misturá-lo com a ficção científica.</p>
<p style="text-align:justify;">Apesar da sua proposta pioneira, o filme do diretor <strong>Jon Favreau</strong> (que assinou os filmes da franquia <strong>Homem de Ferro</strong>) não passa de entretenimento puro, algo já sugerido pelo título. As pessoas que por ventura se interessarem em conferir o filme o farão com apenas um objetivo em mente: assistir a uma briga entre os caubóis e os aliens. E é isso mesmo que Favreau oferece. Não procure aqui por desenvolvimento de trama ou personagens, pois se é isso que você quer, certamente sairá decepcionado.<span id="more-745"></span></p>
<p style="text-align:justify;">A história segue a linha dos faroestes mais simples (<strong>Frank Capra</strong> que o diga). Uma pequena cidade do Velho Oeste americano é subitamente atacada por naves alienígenas, que rapta alguns de seus habitantes. Com a ajuda de um forasteiro (sempre há um nesses filmes), vivido por <strong>Daniel Craig</strong>, o único possuidor de uma arma capaz de aniquilar os extraterrestres, um grupo de habitantes da cidade sai à procura dos desaparecidos. Está armado o conflito principal de Cowboys e Aliens, aliás, praticamente o único conflito. Temos fiapos de sub-tramas, como o fazendeiro (<strong>Harrison Ford</strong>, mais uma vez enchapelado) que não se dá bem com os dois filhos, um legítimo e um de criação; o do forasteiro, que lembra nem o próprio nome; um menino que quer se provar homem&#8230; Na verdade, são todos adornos, postos ali para tornar a história mais atrativa, e não profunda.</p>
<p style="text-align:justify;">Pelo menos, na hora do vamos ver, Favreau não deixa nada a desejar. Todas as cenas de ataque são de cair o queixo e, felizmente, são fáceis de se entender pelo trabalho de câmera. Esta, ao mesmo tempo em que inflige um ritmo rápido à obra, permanece fixa em vez de apelar para tremulações irritantes, uma prática infelizmente disseminada entre as películas de ação. Os efeitos visuais mostram serviço, já que as naves e os próprios ETs parecem realmente estar ali, batalhando com os seres humanos, em vez de serem percebidos imediatamente como elementos desenvolvidos e inseridos por computador. E, para quem gosta de explosões, Caubois e Aliens é um prato cheio: várias delas acontecem logo na primeira investida dos nossos queridos marcianos. Mesmo não sendo nada criativos na sua elaboração (tire os lasers e coloque arcos e flechas e temos um faroeste comum), os duelos entre os dois mundos oferecem ao espectador uma experiência sensorial intensa. E, dado que essa é a proposta do filme, dá pra dizer que ele é bem-sucedido.</p>
<p style="text-align:justify;">Essa diversão descompromissada é reforçada pelo elenco, ciente de que estão fazendo cinema comercial, no sentido mais conhecido do termo. Daniel Craig, ainda vivendo da aura <strong>de James Bond</strong>, é quase um objeto em cena, um brutamontes cuja única função na narrativa é botar os alienígenas para correr, embora tenha talento para ser mais que isso. Já Harrison Ford tem espaço (mínimo) para mostrar seus dotes dramáticos, mas já está muito idoso para reencarnar <strong>Indiana Jones</strong> e participar de inúmeras cenas de ação. O caquético corpo de Ford não dá mais conta do recado, e isso transparece na tela. Já a novata <strong>Olivia Wilde</strong> é nada mais do que a “tough chick”, a personagem feminina que é mais macho que muito homem. Ela deve deixar as mulheres orgulhosas e os homens babando. Afinal, além de interpretar uma personagem valente, Wilde ainda tem a seu favor uma beleza deslumbrante.</p>
<p style="text-align:justify;">Cowboys e Aliens é mais um filme feito unicamente visando ao entretenimento, e não há mal nenhum nisso, ao contrário do que alguns críticos obsoletos ainda pensam. Na verdade, filmes escapistas como este são mais do que necessários, num mundo violento, corrupto, frio e às vezes insuportável como o que vivemos hoje. Quando o cinema não traz nada de novo à mesa, não informa, não faz refletir ou não incentiva discussões, mas nos faz suportar, pelo menos um pouco, as dores do cotidiano, então, pelo menos para mim, ele é bastante válido.</p>
<address><strong><em>FICHA TÉCNICA</em></strong></address>
<address> </address>
<address><strong><em>Título original: </em></strong><em>Cowboys &amp; Aliens</em></address>
<address><strong><em>Ano de lançamento:</em></strong><em> 2011</em></address>
<address><strong><em>Direção: </em></strong><em>Jon Favreau</em></address>
<address><strong><em>Produção:</em></strong><em> </em><em>Johnny Dodge, Brian Grazer, Ron Howard, Alex Kurtzman, Damon Lindelof, Roberto Orci, Scott Mitchell Rosenberg</em></address>
<address><strong><em>Roteiro:  </em></strong><em>Roberto Orci, Alex Kurtzman, Damon Lindelof, Mark Fergus, Hawk Ostby, baseados nas histórias em quadrinhos de Mark Fergus, Hawk Ostby e Steve Oedekerk</em></address>
<address><strong><em>Duração: </em></strong><em>86 minutos</em></address>
<address><strong><em>Elenco:</em></strong><em> Daniel Craig (Jake), Harrison Ford (Dolarhyde), Olivia Wilde (Ella), Sam Rockwell (Doc) </em></address>
<p><strong>Nota: 6.5</strong></p>
<br />Filed under: <a href='http://cineanalise.wordpress.com/category/faroeste/'>Faroeste</a>, <a href='http://cineanalise.wordpress.com/category/ficcao-cientifica/'>Ficção científica</a> Tagged: <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/bravura-indomita/'>Bravura Indômita</a>, <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/cowboys-e-aliens/'>Cowboys e Aliens</a>, <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/critica/'>Crítica</a>, <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/daniel-craig/'>Daniel Craig</a>, <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/frank-capra/'>Frank Capra</a>, <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/harrison-ford/'>Harrison Ford</a>, <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/homem-de-ferro/'>Homem de Ferro</a>, <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/irmaos-coen/'>Irmãos Coen</a>, <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/jon-favreau/'>Jon Favreau</a>, <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/olivia-wilde/'>Olivia Wilde</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cineanalise.wordpress.com/745/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cineanalise.wordpress.com/745/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cineanalise.wordpress.com/745/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cineanalise.wordpress.com/745/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cineanalise.wordpress.com/745/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cineanalise.wordpress.com/745/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cineanalise.wordpress.com/745/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cineanalise.wordpress.com/745/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cineanalise.wordpress.com/745/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cineanalise.wordpress.com/745/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cineanalise.wordpress.com/745/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cineanalise.wordpress.com/745/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cineanalise.wordpress.com/745/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cineanalise.wordpress.com/745/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineanalise.wordpress.com&amp;blog=11783146&amp;post=745&amp;subd=cineanalise&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Bruno</media:title>
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			<media:title type="html">Créditos - Salada de cinema</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Apollo 18 &#8211; A Missão Proibida (Dir: Gonzalo López-Gallego)</title>
		<link>http://cineanalise.wordpress.com/2011/09/10/apollo-18/</link>
		<comments>http://cineanalise.wordpress.com/2011/09/10/apollo-18/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 10 Sep 2011 17:28:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Piola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Terror]]></category>
		<category><![CDATA[A Bruxa de Blair]]></category>
		<category><![CDATA[Alfred Hitchcock]]></category>
		<category><![CDATA[Apollo 18 - A Missão Proibida]]></category>
		<category><![CDATA[Atividade Paranormal]]></category>
		<category><![CDATA[Cloverfield]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Gonzalo López-Gallego]]></category>
		<category><![CDATA[O Bebê de Rosemary]]></category>
		<category><![CDATA[REC]]></category>

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		<description><![CDATA[Já faz mais de uma década que A Bruxa de Blair estreou nos cinemas, no longínquo ano de 1999. O filme, mesmo com baixo orçamento e sem nenhum nome conhecido na frente ou atrás das câmeras, revolucionou o gênero do terror com uma excelente campanha de marketing mas, principalmente, com a maneira de filmar. A [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineanalise.wordpress.com&amp;blog=11783146&amp;post=739&amp;subd=cineanalise&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_741" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://cineanalise.files.wordpress.com/2011/09/apollo-18.jpg"><img class="size-full wp-image-741 " title="Crédito: Plugou" src="http://cineanalise.files.wordpress.com/2011/09/apollo-18.jpg?w=450&#038;h=300" alt="Apollo 18" width="450" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">O astronauta Nathan (Lloyd Owen) vai encontrar mais do que procurava na Lua</p></div>
<p style="text-align:justify;">Já faz mais de uma década que <strong>A Bruxa de Blair</strong> estreou nos cinemas, no longínquo ano de 1999. O filme, mesmo com baixo orçamento e sem nenhum nome conhecido na frente ou atrás das câmeras, revolucionou o gênero do terror com uma excelente campanha de marketing mas, principalmente, com a maneira de filmar. A Bruxa de Blair nada mais é do que um suposto relato verídico sobre três jovens cineastas que desapareceram em uma floresta. Só o que vemos na tela são as fitas gravadas por eles, que foram encontradas um ano depois. Quando o público da época se viu acompanhando tão de perto o martírio dos jovens, sentiu uma dose de realismo poucas vezes experimentada no cinema antes. Nascia, então, a moda de se fazer filmes que pareciam ser de verdade, com o conteúdo sendo captado por câmeras manejadas pelos próprios personagens. Esse tipo de técnica consegue trazer o espectador mais pra perto dos fatos, aumentando a sua tensão: não é à toa que ela foi usada principalmente em filmes de terror. Os resultados foram, na maioria das vezes, positivo, graças às boas premissas e uso inteligente da câmera: podemos citar <strong>Cloverfield – Monstro, Atividade Paranormal </strong>e<strong> REC.</strong></p>
<p style="text-align:justify;">E esse sub-gênero do terror acabou de ganhar mais um integrante, embora o resultado não tenha sido tão satisfatório. Sim, porque <strong>Apollo 18 – A Missão Proibida</strong> mete os pés pelas mãos ao lançar mão do recurso das “câmeras-personagens”. Dessa vez, o pretexto para elas serem o centro da história é a última viagem dos astronautas estadunidenses à Lua. A Apollo 18 (que segundo o filme só existiu extraoficialmente) tem como missão instalar câmeras na superfície lunar. Para quê? Nem os três astronautas a bordo da nave, nem o público sabe. Mas, é lógico, com o tempo, vamos descobrir.<span id="more-739"></span></p>
<p style="text-align:justify;">O que dá pra perceber logo de cara é como a tal sensação de realismo vai direto para o ralo. Os letreiros iniciais (não há créditos) informam que o filme que veremos é a versão editada da filmagem. Talvez o diretor, <strong>Gonzalo López-Gallego</strong>, tenha usado isso como desculpa para fazer uma montagem que nada condiz com um relato objetivo e científico tal qual intencionada, e sim, uma ficção intrinsecamente cinematográfica, como qualquer outro filme. Acontece que, nos minutos iniciais, vemos uma edição que não tem nada a ver com a missão: conhecemos rapidamente os três astronautas, que são retratados nos seus ambientes familiares, se divertindo&#8230; Ora bolas, o que isso tem a ver com a história do filme? Claro, esse segmento nos apresenta aos personagens principais, mas será que os “conspiradores anônimos” que encontraram a “filmagem verdadeira” se dariam ao trabalho de procurar vídeos caseiros dos astronautas para inserir na edição final? Eles certamente não estariam em poder da NASA! Além do mais, o diretor consegue forçar a barra mais ainda, fazendo movimentos de câmera e utilizando técnicas cinematográficas profissionais, tais como closes esteticamente expressivos (mas que não tem razão de ser, visto que, na lógica do filme, quem estava por trás das câmeras eram técnicos da NASA ou os próprios astronautas), câmera lenta, e, mais do que tudo, uma trilha sonora (com certeza, havia um compositor entre os “conspiradores”)! Tais aspectos, que perduram por toda a projeção, acabam por inviabilizar toda a atmosfera realista que se propunha inicialmente. Fica a impressão que, ao López-Gallego usar a palavra “edição” no começo do filme, ele se deu o direito de tratar as imagens como um diretor (e posteriormente, editor) convencional e profissional, quando a ideia é passar um clima mais amadoresco, mais crível de que se trata da realidade (de crível mesmo, só ficou mesmo a qualidade das imagens, convincentes como algo teoricamente filmado na Lua no começo dos anos 70). Conforme Atividade Paranormal e REC mostraram, é possível editar um filme e ainda assim manter o tom de veracidade.</p>
<p style="text-align:justify;">Voltemos, então, ao clima alcançado pelos filmes citados no começo deste ano. Se Apollo 18 – A Missão Proibida consegue afinal construir uma narrativa de suspense, é sumariamente devido à situação e não à malfadada impressão de realismo. Quando se deixa a vontade de participar da narrativa de lado, dá pra se contentar com o interesse pelo conflito apresentado, que vai aumentando de intensidade na medida certa, não deixando o filme monótono. Logo no começo o diretor já vai nos dando mostras de que os astronautas não estão sozinhos na Lua, sem revelar demais, tal qual <a href="http://cineanalise.wordpress.com/2011/08/04/projeto-hitchcock-encerramento/"><strong>Hitchcock</strong></a> fez em <a href="http://cineanalise.wordpress.com/2011/07/12/hitchcock-passaros/"><strong>Os Pássaros</strong></a>.  A sensação de uma catástrofe iminente é intensificada quando os personagens perdem contato com a Terra e com o terceiro astronauta, que ficou orbitando em volta do satélite. Por estarem isolados e desconhecedores de um perigo cada vez mais notório, não é difícil não torcer pelos dois pobres astronautas.</p>
<p style="text-align:justify;">É uma pena que essa construção narrativa bem desenvolvida é atrapalhada pelos diversos sustos do tipo “pulo do gato” que vão aparecendo, todos dispensáveis e que só servem para empobrecer o filme. Parece que o diretor pensou que só esses truques fariam o filme ficar assustador de verdade, quando que a verdade é o contrário disso: na maioria das vezes, quando se quer assustar, a mera sugestão já é o bastante para dar arrepios. Quem nunca ficou com medo do bebê de Rosemary (que nunca dá as caras), que atire a primeira pedra.</p>
<p style="text-align:justify;">Falsa sensação de realismo e sustos gratuitos até que dá pra aturar, mas quando chega o desfecho&#8230; Oh, a humanidade! Sem entrar em mais detalhes, obviamente, posso dizer que ele não só é extremamente ridículo, mas também incoerente com o contexto da história. Tudo o que mostrado nos minutos finais de Apollo 18 – A Missão Proibida contradiz o que foi exposto no começo! Tudo bem, senhor López-Gallego, aceito que o senhor não seja capaz de dirigir um “filme verídico”, aceito que o senhor faça uso de sustos bobos para “incrementar” a sua obra, mas que o senhor não se atreva a me fazer de bobo, que isso eu não  sou. O que o senhor mostrou no final do seu filme não tem nexo nenhum. E fique sabendo que a sua “ameaça”, quando finalmente revelada, só me causou risadas.</p>
<p style="text-align:justify;">Com mais erros que acertos, Apollo 18 só tem a seu favor uma história que prende a atenção. Mas só. Não é dessa vez que tivemos um novo A Bruxa de Blair.</p>
<address><strong><em>FICHA TÉCNICA</em></strong></address>
<address> </address>
<address><strong><em>Título original: </em></strong><em>Apollo 18</em></address>
<address><strong><em>Ano de lançamento:</em></strong><em> 2011</em></address>
<address><strong><em>Direção: </em></strong><em>Gonzalo López-Gallego</em></address>
<address><strong><em>Produção:</em></strong><em> </em><em>Timur Bekmambetov, Michele Wolkoff</em></address>
<address><strong><em>Roteiro:</em></strong><em> Brian Miller, Cory Goodman</em></address>
<address><strong><em>Duração: </em></strong><em>86 minutos</em></address>
<address><strong><em>Elenco:</em></strong><em> Warren Christie (Benjamin), Lloyd Owen (Nathan), Ryan Robbins (John)</em></address>
<address> </address>
<address> <strong>Nota: 5.0</strong></address>
<br />Filed under: <a href='http://cineanalise.wordpress.com/category/terror/'>Terror</a> Tagged: <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/a-bruxa-de-blair/'>A Bruxa de Blair</a>, <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/alfred-hitchcock/'>Alfred Hitchcock</a>, <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/apollo-18-a-missao-proibida/'>Apollo 18 - A Missão Proibida</a>, <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/atividade-paranormal/'>Atividade Paranormal</a>, <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/cloverfield/'>Cloverfield</a>, <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/critica/'>Crítica</a>, <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/gonzalo-lopez-gallego/'>Gonzalo López-Gallego</a>, <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/o-bebe-de-rosemary/'>O Bebê de Rosemary</a>, <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/rec/'>REC</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cineanalise.wordpress.com/739/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cineanalise.wordpress.com/739/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cineanalise.wordpress.com/739/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cineanalise.wordpress.com/739/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cineanalise.wordpress.com/739/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cineanalise.wordpress.com/739/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cineanalise.wordpress.com/739/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cineanalise.wordpress.com/739/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cineanalise.wordpress.com/739/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cineanalise.wordpress.com/739/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cineanalise.wordpress.com/739/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cineanalise.wordpress.com/739/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cineanalise.wordpress.com/739/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cineanalise.wordpress.com/739/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineanalise.wordpress.com&amp;blog=11783146&amp;post=739&amp;subd=cineanalise&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Crédito: Plugou</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Planeta dos Macacos &#8211; A Origem (Dir: Rupert Wyatt)</title>
		<link>http://cineanalise.wordpress.com/2011/08/30/planeta-macacos-origem/</link>
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		<pubDate>Tue, 30 Aug 2011 05:30:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Piola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficção científica]]></category>
		<category><![CDATA[127 Horas]]></category>
		<category><![CDATA[Andy Serkis]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[James Franco]]></category>
		<category><![CDATA[King Kong]]></category>
		<category><![CDATA[O Planeta dos Macacos]]></category>
		<category><![CDATA[O Senhor dos Anéis]]></category>
		<category><![CDATA[Planeta dos Macacos - A Origem]]></category>
		<category><![CDATA[Quem quer ser um milionário?]]></category>
		<category><![CDATA[Rupert Wyatt]]></category>

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		<description><![CDATA[O que sempre me atraiu na cinessérie O Planeta dos Macacos foi a mistura até hoje pouco trabalhada de ficção científica com a crítica política / social. Ela foi muito bem-sucedida no sentido de agradar a gregos e troianos: os que desejavam apenas entretenimento se surpreenderam com o tenso conflito entre macacos e homens; os [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineanalise.wordpress.com&amp;blog=11783146&amp;post=733&amp;subd=cineanalise&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_734" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://cineanalise.files.wordpress.com/2011/08/ceasar-andy-serkis-no-clc3admax-de-planeta-dos-macacos-a-origem.jpg"><img class="size-full wp-image-734 " title="Crédito: IG" src="http://cineanalise.files.wordpress.com/2011/08/ceasar-andy-serkis-no-clc3admax-de-planeta-dos-macacos-a-origem.jpg?w=450&#038;h=281" alt="" width="450" height="281" /></a><p class="wp-caption-text">Ceasar (Andy Serkis) no clímax de Planeta dos Macacos - A Origem</p></div>
<p style="text-align:justify;">O que sempre me atraiu na cinessérie <strong>O Planeta dos Macacos</strong> foi a mistura até hoje pouco trabalhada de ficção científica com a crítica política / social. Ela foi muito bem-sucedida no sentido de agradar a gregos e troianos: os que desejavam apenas entretenimento se surpreenderam com o tenso conflito entre macacos e homens; os que desejam uma reflexão mais aprofundada gostaram do debate sobre os perigos do poder e da ganância do homem, assim como das alegorias referentes à discriminação, seja ela racial ou de classes.</p>
<p style="text-align:justify;">Não é essa a abordagem do novo reboot (a palavra remake está sendo evitada por Hollywood – ganhou um tom pejorativo) da franquia, intitulado de <strong>Planeta dos Macacos: A Origem</strong>. O longa do diretor <strong>Rupert Wyatt</strong> aposta numa visão ambientalista, focando nos maus-tratos a animais e no sofrimento destes. A obra como um todo não chega a ser brilhante como o filme original da cinessérie, de 1968, mas mesmo assim funciona como um bom divertimento para o fim-de-semana.<span id="more-733"></span></p>
<p style="text-align:justify;">Apesar de um elenco encabeçado por <strong>James Franco</strong> (<strong>127 Horas</strong>) e <strong>Freida Pinto</strong> (<strong>Quem Quer ser um Milionário?</strong>), o protagonista do longa é mesmo o chimpanzé Ceasar, interpretado por <strong>Andry Serkis</strong>, que se especializou em personagens digitais, como o <strong>Gollum</strong>, da trilogia <strong>O Senhor dos Anéis</strong> e <strong>King Kong, </strong>do filme homônimo de 2005. Apesar do subtítulo do filme, pouco importa saber “a origem” da inteligência dos macacos e da derrocada da raça humana. O que vale mesmo é acompanhar a dura jornada do símio, desde a morte de sua mãe num laboratório genético até ao ponto em que ele se torna o líder dos macacos.</p>
<p style="text-align:justify;">Mesmo tendo herdado a inteligência de sua mãe (causada por uma droga), Ceasar é, desde o primeiro momento, um azarão. Acolhido pelo cientista Will (Franco), ele se vê preso dentro de uma casa que, embora grande, não é o ambiente ideal para um macaco. Suas eventuais escapulidas só resultam em problemas. Quando Will o leva para passear em uma mata nos arredores de Los Angeles, Ceasar precisa usar uma coleira. Ao avistar um cão, pergunta, por linguagem de sinais, se ele é um bicho de estimação para Will. Apesar do cientista negar a afirmação, sabemos a resposta para essa pergunta.  Um acidente faz com que ele seja realocado para uma espécie de “prisão” para macacos, um local onde ele vai comer o pão que o diabo amassou graças a um guarda mau-caráter (Tom Felton).</p>
<p style="text-align:justify;">Enfim, a trajetória de Ceasar é tão sofrida que nos pegamos torcendo por ele e não pelos humanos. Sejam eles tiranos ou inescrupulosos, sejam eles bem-intencionados, nenhum personagem que tenha o telencéfalo altamente desenvolvido e polegares opositores parece entender que o chimpanzé quer apenas liberdade e dignidade. Toda essa jornada é construída de maneira bem natural e ritmada por Wyatt, que leva seu tempo para desenvolver de maneira satisfatória todos os personagens relevantes. Desse jeito, conseguimos nos identificar com Ceasar e torcer pelo seu triunfo. Depois desse trabalho preparatório, quando a revolução dos macacos finalmente começa, ela já possui um significado bastante caro para o espectador, que vai acompanhar com extrema atenção todas as suas etapas.</p>
<p style="text-align:justify;">É muito gratificante assistir a um filme comercial cuja história é bem contada, sem depender execessivamente de cenas de ação ou efeitos especiais, pra variar. Lógico que esses dois elementos abundam em Planeta dos Macacos – A Origem, principalmente na sua segunda parte, mas eles estão sempre a serviço da história, e não apenas como um mero chamativo para levar as pessoas ao cinema.</p>
<p style="text-align:justify;">Podemos perceber isso no cuidado que a equipe de efeitos visuais tratou os animais do filme. No máximo, devem haver uma ou duas cenas em que macacos de verdade são usadas. Nas outras, fica óbvio o uso de computação gráfica. Apesar da nossa tecnologia atual ainda não alcançar um realismo absoluto, ela já tem o poder de criar seres extremamente complexos. Por exemplo, as expressões faciais e os olhos de Ceasar (e, ocasionalmente, de um ou outro macaco no longa) são capazes de expressar uma gama de emoções sem tornar a cena ridícula. Quando ele está feliz, acredita-se na sua felicidade; quando está raivoso, isso fica claro para quem está assistindo. O modo como os símios se movimentam também parece bem natural.</p>
<p style="text-align:justify;">Já a ação vai aparecendo aos poucos: primeiramente em episódios isolados para só depois tomar conta da trama. O clímax surpreende pela simplicidade (a velha história de ir do ponto A ao ponto B), mas tem sequências estarrecedoras, como um gorila saltando da Ponte Golden Gate (acho que todos os filmes que se passam em São Francisco a mencionam uma hora ou outra) e o uso de um ônibus como escudo. Assim como a sua fonte de inspiração de 1968, Planeta dos Macacos – A Origem não decepciona aqueles que gostam do bom e velho cinema-pipoca.</p>
<p style="text-align:justify;">A obra de Rupert Wyatt cumpre muito bem o seu papel, de divertir por duas horas com uma narrativa de qualidade. Quem se lembra com carinho de <strong>Charlton Heston</strong> insultando macacos “malditos e sujos” no filme original deve aprovar a nova releitura; quem nunca havia ouvido falar da dominação símia antes, também.</p>
<address><strong><em>FICHA TÉCNICA</em></strong></address>
<address> </address>
<address><strong><em>Título original: </em></strong><em>Rise of the Planet of the Apes</em></address>
<address><strong><em>Ano de lançamento:</em></strong><em> 2011</em></address>
<address><strong><em>Direção: </em></strong><em>Rupert Wyatt</em></address>
<address><strong><em>Produção:</em></strong><em> Peter Chernin, Dylan Clark, Rick Jaffa, Amanda Silver</em></address>
<address><strong><em>Roteiro:</em></strong><em> Rick Jaffa e Amanda Silver, baseados na obra de Pierre Boulle</em></address>
<address><strong><em>Duração: </em></strong><em>105 minutos</em></address>
<address><strong><em>Elenco:</em></strong><em> Andy Serkis (Ceasar), James Franco (Will), Freida Pinto (Caroline), John Lighthow (Charles), Tom Felton (Dodge)</em></address>
<address> </address>
<address> <strong>Nota: 7.0</strong></address>
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		<title>Com o pé direito: Marcelo Galvão fala sobre seu longa de estreia, Quarta B</title>
		<link>http://cineanalise.wordpress.com/2011/08/25/marcelo-galvao-quarta-b/</link>
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		<pubDate>Thu, 25 Aug 2011 08:11:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Piola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<category><![CDATA[David Lynch]]></category>
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		<description><![CDATA[Quarta B foi o primeiro filme do cineasta Marcelo Galvão, mas não foi o seu primeiro projeto. Na verdade, ele pretendia estrear na direção com Fábulas, um filme orçado em 6 milhões de reais, mas que não encontrou investidores. Então, ele resolveu criar um longa-metragem que “coubesse no seu bolso”, como ele contou no Workshop [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineanalise.wordpress.com&amp;blog=11783146&amp;post=726&amp;subd=cineanalise&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_727" class="wp-caption alignright" style="width: 242px"><a href="http://cineanalise.files.wordpress.com/2011/08/poster-quarta-b.png"><img class="size-medium wp-image-727" title="Poster Quarta B" src="http://cineanalise.files.wordpress.com/2011/08/poster-quarta-b.png?w=232&#038;h=300" alt="" width="232" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Crédito: Salinha CineClube</p></div>
<p style="text-align:justify;"><strong>Quarta B</strong> foi o primeiro filme do cineasta <strong>Marcelo Galvão</strong>, mas não foi o seu primeiro projeto. Na verdade, ele pretendia estrear na direção com Fábulas, um filme orçado em 6 milhões de reais, mas que não encontrou investidores. Então, ele resolveu criar um longa-metragem que “coubesse no seu bolso”, como ele contou no Workshop de Produção de Roteiros para Cinema, que aconteceu no SESC de Bauru (SP), no último dia 23.</p>
<p style="text-align:justify;"> À lá <strong>12 Homens e Uma Sentença</strong>, de <strong>Sidney Lumet</strong>, o filme se passa inteiramente em uma sala. Só que esta não é um local para deliberação de jurados, e sim, a sala de aula que dá nome ao filme. É lá que é encontrado um tijolo de maconha, e os pais dos alunos são chamados para, juntamente com a professora, o faxineiro que encontrou a droga e o diretor, resolver o mistério.</p>
<p style="text-align:justify;">Quarta B é bem interessante por fugir da estrutura narrativa convencional. O filme começa com os personagens discutindo o paradeiro da maconha (e agredindo uns aos outros no processo), mas logo ele dá a sua primeira de várias reviravoltas: o grupo resolve fumar a maconha para chegar a alguma (qualquer) conclusão. A partir daí, passamos a conhecer cada vez melhor os personagens (cada um melhor que o outro, vale notar. O destaque vai para a idosa e o motoboy), além de termos a chance de refletir sobre diversos temas que estão na ordem do dia para a sociedade brasileira. A legalização da maconha é apenas um deles: temos também o preconceito (nas suas diversas formas), a decadência financeira, o homossexualismo, a ausência dos pais na vida dos filhos, dentre outros, desfilando pela tela, de maneira sempre pungente, inteligente e muitas vezes engraçadíssima. Aliás, é o humor sagaz que deixa a narrativa de Quarta B tão envolvente: faz rir e faz pensar ao mesmo tempo, o que é dificílimo de fazer.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas depois o filme vai ganhando cada vez um caráter psicodélico: segundo o próprio diretor, a intenção foi fazer o filme se parecer com a “onda” proporcionada pela maconha. A história, que caminhava linearmente, volta no tempo, o conflito ganha uma solução para logo depois começar do zero, o debate é abalado por acontecimentos externos&#8230; É uma mudança de tom muito brusca, podendo chocar os espectadores mais convencionais, mas é uma boa surpresa. Galvão não tem medo de criar, de inventar, de trazer algo de novo para o cinema nacional. O filme passa longe de ser uma obra-prima (a câmera hand-held se torna cansativa com seus tremeliques), mas se consegue divertir, surpreender, incentivar a reflexão E contribuir  para a evolução da arte cinematográfica, só o que se pode dizer é que Marcelo Galvão começou a sua carreira de diretor com o pé direito. Posteriormente, ele filmaria Bellini e o Demônio, Rinha e o ainda inédito Colegas.</p>
<p style="text-align:justify;">Veja abaixo uma entrevista exclusiva com o cineasta, que revelou detalhes da obra, assim como alguns dos seus gostos pessoais:<span id="more-726"></span></p>
<p style="text-align:justify;"> <strong></strong></p>
<div id="attachment_728" class="wp-caption alignleft" style="width: 151px"><a href="http://cineanalise.files.wordpress.com/2011/08/marcelo-galvc3a3o.jpg"><img class="size-full wp-image-728" title="Marcelo Galvão" src="http://cineanalise.files.wordpress.com/2011/08/marcelo-galvc3a3o.jpg?w=450" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Crédito: Confraria de Cinema</p></div>
<p style="text-align:justify;"><strong>Bruno Piola:</strong> Quarta B foi filmado exclusivamente com câmera hand-held, que geralmente é usado no cinema para atingir tons documentais ou gravar cenas de ação, o que não é bem o caso de Quarta B. Qual foi o motivo por trás dessa escolha de filmagem?</p>
<p style="text-align:justify;"> <strong>Marcelo Galvão:</strong> Eu segui muito a linha do Lars Von Trier. Ele viabiliza um ar mais real: parece que alguém está observando. Eu também consigo criar uma dinâmica maior quando quero ter um conflito. A câmera vira, fica mais veloz em alguns momentos, fica mais calma em outros. Num ambiente em que várias pessoas estão falando ao mesmo tempo, eu acho que ela cria uma força que ajuda bastante a narrativa desse filme.</p>
<p style="text-align:justify;"> <strong>Bruno:</strong> Eu não considerei muito o filme como tendo um toque documental pela sua mudança de tom. O filme começa como um debate, mas termina como uma “viagem”, indo e voltando no tempo, mostrando elementos que depois descobrimos que não aconteceram&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;"> <strong>Marcelo:</strong> É uma ficção, não um documentário, mas acho que a câmera na mão te aproxima da cena. Pra mim, parece às vezes que é você assistindo. A câmera cria essa sensação de proximidade com a história.</p>
<p style="text-align:justify;"> <strong>Bruno:</strong> E por que você decidiu modificar totalmente a atmosfera do filme a partir da segunda metade?</p>
<p style="text-align:justify;"> <strong>Marcelo:</strong> Tem a ver com o efeito da droga. Com ela, no começo, você está de um jeito, no meio, você está de outro&#8230; Aí você vai mudando. A narrativa tende a se comportar dessa maneira também.</p>
<p style="text-align:justify;"> <strong>Bruno:</strong> Você abordou no workshop um caso que aconteceu no set de filmagens, a respeito de uma invasão policial. Há uma cena assim em Quarta B: são trechos reais ou encenações baseadas nos fatos que você presenciou?</p>
<p style="text-align:justify;"> <strong>Marcelo:</strong> Aquilo foi real. Eles invadiram o set, falando: “Ah, é o filme da maconha, o filme da maconha&#8230;”. Acabaram querendo saber o que tinha de maconha ali, invadiram o set, foram até agressivos em algum momento, recolheram algumas fitas, câmeras, a gente teve que ir até a delegacia&#8230; UM DAT (Digital Audio Tape) ficou com eles, porque eles falaram algumas besteiras&#8230; Eles não devolveram, então tive que dublar algumas cenas. Basicamente, foi isso.</p>
<p style="text-align:justify;"> <strong>Bruno:</strong> Como se deu o uso de referências no filme? Você citou vários cineastas que serviram de inspiração durante o workshop. Eu notei muitos elementos parecidos com o 12 Homens e Uma Sentença: a tempestade, o voto com pedaços de papel, o personagem que quer terminar tudo e ir embora&#8230; Como foi esse processo?</p>
<p style="text-align:justify;"> <strong>Marcelo:</strong> A referência do 12 Homens e Uma Sentença” foi muito grande. Vi bastante esse filme, porque tinha tudo a ver: os dois filmes se passam dentro de uma sala, tinha aquele cara que quer acabar logo, então foi bem inspirado nesse filme mesmo. Vi muitos filmes do Lars Von Trier, como os Idiotas, do Thomas Vinterberg, como Festa de Família, pela linguagem de câmera na mão&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">A maneira de inserir essas referências no filme foi natural. Primeiro eu escrevi o roteiro, depois eu comecei a procurar referências que eu gostava e via o que era interessante dentro do meu projeto. Também busquei aprender com esses caras (os cineastas).</p>
<p style="text-align:justify;"> <strong>Bruno:</strong> Qual é a importância da crítica cinematográfica para você e para a sua obra?</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Marcelo:</strong> A crítica é bem-vinda, porque a gente tem que melhorar, a gente tem que ouvir o outro lado. Ela não precisa ser boa, mas precisa ser bem fundamentada. Eu desprezo a crítica que só serve pra detonar sem justificativas. Os críticos que fazem isto parecem ser pessoas mal-amadas.</p>
<p style="text-align:justify;"> <strong>Bruno: </strong>Fale um pouco dos seus cineastas preferidos.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Marcelos: </strong>Tem um monte. Dos brasileiros, o <strong>Fernando Meirelles</strong> é o pai. Acho o cara um gênio, como pessoa é um cara incrível. Eu o admiro muito. Dos internacionais, gosto do <strong>David Cronenberg</strong>, pelo lance visceral dele, do <strong>David Lynch</strong> pelo lado lúdico. Do <strong>Lars Von Trier</strong>, pela direção de atores e por mexer com o espectador. Você não sai normal de um de seus filmes normal. Do <a href="http://cineanalise.wordpress.com/2011/08/12/meia-noite-paris/"><strong>Woody Allen</strong></a>, por trabalhar muito bem o texto, as partes psicológicas, as neuras. <strong>Stanley Kubrick</strong>, pra mim, está além de todo mundo.</p>
<p style="text-align:justify;"> <strong>Bruno:</strong> No workshop, você revelou ainda não estar pronto pra fazer filmes, mesmo já tendo alguns longas-metragens no currículo. Por que?</p>
<p style="text-align:justify;"> <strong>Marcelo:</strong> A gente nunca tá pronto, mas a gente sempre tem que achar que a gente tá, senão a gente não faz. Eu canso de ouvir pessoas falarem isso: não tô pronto, não tô pronto. A gente só fica pronto a partir do momento em que a gente fez o filme.</p>
<p style="text-align:justify;"> <strong>Bruno: </strong>Um dia, você acha que vai estar pronto para dirigir?</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Marcelo: </strong>Acho que eu nunca vou estar pronto, mas sempre vou estar fazendo.</p>
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			<media:title type="html">Marcelo Galvão</media:title>
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	</item>
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		<title>Super 8 (Dir: J. J. Abrams)</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Aug 2011 07:37:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Piola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficção científica]]></category>
		<category><![CDATA[Cloverfield]]></category>
		<category><![CDATA[Contatos imediatos de Terceiro Grau]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Elle Fanning]]></category>
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		<category><![CDATA[J. J. Abrams]]></category>
		<category><![CDATA[Joel Courtney]]></category>
		<category><![CDATA[Os Goonies]]></category>
		<category><![CDATA[Steven Spielberg]]></category>
		<category><![CDATA[Super 8]]></category>

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		<description><![CDATA[J. J. Abrams declarou em uma entrevista que o objetivo de Super 8 era fazer uma homenagem a filmes que o cineasta Steven Spielberg havia dirigido e produzido nos anos 70 e 80, como Contatos Imediatos de Terceiro Grau, E.T. – O Extraterrestre e Os Goonies. Com isso, o diretor quis dizer que ele queria [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineanalise.wordpress.com&amp;blog=11783146&amp;post=718&amp;subd=cineanalise&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_719" class="wp-caption alignright" style="width: 225px"><a href="http://cineanalise.files.wordpress.com/2011/08/pc3b4ster-super-8-feito-c3a0-moda-dos-filmes-antigos.jpg"><img class="size-full wp-image-719 " title="Pôster Super 8, feito à moda dos filmes antigos" src="http://cineanalise.files.wordpress.com/2011/08/pc3b4ster-super-8-feito-c3a0-moda-dos-filmes-antigos.jpg?w=450" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Crédito: Estás a me irritar</p></div>
<p style="text-align:justify;"><strong>J. J. Abrams</strong> declarou em uma entrevista que o objetivo de <strong>Super 8</strong> era fazer uma homenagem a filmes que o cineasta <strong>Steven Spielberg</strong> havia dirigido e produzido nos anos 70 e 80, como <strong>Contatos Imediatos de Terceiro Grau, E.T. – O Extraterrestre </strong>e<strong> Os Goonies</strong>. Com isso, o diretor quis dizer que ele queria dar a vida a uma trama que fosse leve, atrativa e emocionante, algo que Spielberg conseguia fazer com maestria no começo da sua carreira (a obra do diretor, principalmente a partir dos anos 2000, ficou mais madura e pesada, mas sem perder a qualidade).</p>
<p style="text-align:justify;">Depois de ter conferido Super 8, dá pra afirmar que, sem qualquer dúvida, esse objetivo foi atingido. A ficção científica é mesmo uma mistura dos três filmes acima mencionados, mas que tem a sua própria unidade. O longa consegue reavivar aquele clima de inocência e de euforia dos antigos filmes de Spielberg, além de resgatar uma proposta que está cada vez mais sendo negligenciada pela Hollywood moderna: a de que o cinema-pipoca, deve pregar, acima de tudo, pelo entretenimento. Hoje, os filmes comerciais dos Estados Unidos ou parecem querer ser sempre mais do que são, estragando o fator diversão, ou parecem ter saído de uma linha de produção, equipados à exaustão com efeitos especiais, atores famosos, lugares comuns e personagens estereotipados, como se isso fosse o que realmente importasse. Infelizmente, a Hollywood de hoje está passando por uma crise de personalidade, entregando produtos cada vez menos relevantes no cenário cinematográfico mundial por serem meros instrumentos para o lucro. Eu sei muito bem que o que move qualquer indústria é o dinheiro, e com a cinematográfica não é diferente. Mas há cada vez mais exemplos de filmes que conseguem apenas ser divertidos.<span id="more-718"></span></p>
<p style="text-align:justify;">Felizmente, Super 8 é um deles. As suas quase duas de duração são extremamente agradáveis, pois todos os fatores do filme trabalham em conjunto para que o resultado final seja o mais atrativo possível. Primeiro, temos uma história instigante (um bando de crianças que é ameaçado por um alienígena), excelentes atores, cenas de ação bem coreografadas, que são muito bem amparadas pelos efeitos visuais. Gostaria de falar um pouco sobre cada um desses aspectos.</p>
<p style="text-align:justify;">Assim como <strong>Os Goonies</strong>, o sucesso do filme dependeria da atuação das crianças do filme, que são as personagens principais. Nesse quesito, Abrams fez um trabalho extraordinário na escalação e direção de atores, que esbanjaram talento além da idade. <strong>Joel Courtney</strong>, que faz o protagonista Joe, é bastante versátil, dando-se muito bem nas cenas dramáticas, cômicas e de ação. <strong>Elle Fanning</strong> não tem tanto carisma quanto sua irmã Dakota, mas mostrou que consegue dar conta de um personagem não tão óbvio quanto a sua Alice. <strong>Ryan Lee</strong> é ótimo como alívio cômico. E ainda temos <strong>Ryan Griffiths</strong>, como o aspirante a diretor Charles, que parte o coração de qualquer um em uma determinada cena do filme (que, para mim, é a melhor). De todos, Griffiths é a maior promessa de se tornar um grande ator. Já <strong>Ron Eldard e Kyle Chandler</strong> defendem o núcleo adulto com a competência adequada, mas o filme é mesmo dos jovens.</p>
<p style="text-align:justify;">A propósito, outro desejo de Abrams era ter em Super 8 crianças que se comportassem como crianças, ao invés de serem criaturinhas irritantes ou (pior ainda) meninos-prodígio. Por isso, foi bastante compensador assistir a um filme em que, por meio de personagens críveis, é possível recordar como foi a nossa infância, como nos sentíamos e nos comportávamos. É quando Abrams aborda os conflitos e problemas inerentemente infantis (seja uma paixonite ou a falta de conexão com o pai) que Super 8 se torna mais tocante.</p>
<p style="text-align:justify;">Super 8 também funciona como cinema-pipoca não porque tem efeitos especiais e cenas de ação, mas porque esses dois elementos só aparecem em função da história e dos personagens. Por exemplo, a cena do acidente do trem é espetacular pela junção entre técnica (enquadramentos que deixam a ação clara para o espectador e efeitos de ponta) e trama, já que os garotos estão no meio do local e tememos pela sua segurança. Tudo é muito real e emocionante, mas, além de tudo, necessário para a trama avançar. O mesmo vale para o resgate que ocupa a parte final do filme. Nesse ponto da história, a cidade está sendo destruída e a computação gráfica consegue passar com verossimilhança o caos do momento. Temos também a jornada através da toca do alienígena, que chega a dar arrepios com a bem-vinda ajuda da fotografia escura (mas não tão escura a ponto de não vermos nada).</p>
<p style="text-align:justify;">Só há que se lamentar o fato do filme não apostar em originalidade. Talvez essa decepção tenha sido causada pelo clima de segredo que rondava a produção desde os seus estágios iniciais de desenvolvimento. Como ninguém sabia quase nada sobre o filme, esperava-se algo inovador, talvez até revolucionário. Mas não: a história é mesmo uma homenagem, um aceno nostálgico a um cinema popular bem feito, e por isso, muitos dos seus elementos acabam por cair no clichê. Abrams chega até mesmo a se repetir, mostrando pouco a pouco seu monstro para só final revelá-lo em sua totalidade. Essa estratégia já havia sido empregada em <strong>Cloverfield – Monstro</strong>, com melhores resultados, já que na época ela era uma novidade (ou nem tanto, se levarmos em consideração <a href="http://cineanalise.wordpress.com/?s=tubar%C3%A3o"><strong>Tubarão</strong></a>, de quem? Do Spielberg dos anos 70). Há também o problema do quanto o filme fica piegas ou até brega nos seus minutos finais, mas entrar em detalhes seria insensível da minha parte com quem não viu o filme.</p>
<p style="text-align:justify;">Super 8 é uma diversão descompromissada, mas realizada com muito cuidado e dedicação. O resultado poderia ser melhor, mas, mesmo assim, é mais do que a indústria do cinema tem feito nos últimos anos. Se todos os filmes se espelhassem no modo de fazer cinema adotado em Super 8, o cinema de Hollywood estaria numa posição muito melhor do que a que ele está agora.</p>
<p style="text-align:justify;">Por último, não deixe de conferir o hilário “The Case”, o filme que estava sendo produzido pelos personagens do filme, durante os créditos finais. O resultado é hilariante!</p>
<address><strong><em>FICHA TÉCNICA</em></strong></address>
<address> </address>
<address><strong><em>Título original: </em></strong><em>Super 8</em></address>
<address><strong><em>Ano de lançamento:</em></strong><em> 2011</em></address>
<address><strong><em>Direção: </em></strong><em>J. J. Abrams</em></address>
<address><strong><em>Produção:</em></strong><em> J. J. Abrams, Steven Spielberg, Bryan Burk</em></address>
<address><strong><em>Roteiro:</em></strong><em> J. J. Abrams</em></address>
<address><strong><em>Duração: </em></strong><em>112 minutos</em></address>
<address><strong><em>Elenco:</em></strong><em> Joel Courtney (Joe), Elle Fanning (Alice), Ryan Griffiths (Charles), Kyle Chandler (Jackson), Ryan Lee (Cary)</em></address>
<address><em><br />
</em></address>
<address><strong><em>Nota: 7.5</em></strong><em></em></address>
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			<media:title type="html">Bruno</media:title>
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			<media:title type="html">Pôster Super 8, feito à moda dos filmes antigos</media:title>
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		<title>Meia-Noite em Paris (Dir: Woody Allen)</title>
		<link>http://cineanalise.wordpress.com/2011/08/12/meia-noite-paris/</link>
		<comments>http://cineanalise.wordpress.com/2011/08/12/meia-noite-paris/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 12 Aug 2011 16:49:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Piola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comédia]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Kurt Fuller]]></category>
		<category><![CDATA[Marion Cotillard]]></category>
		<category><![CDATA[Meia-Noite em Paris]]></category>
		<category><![CDATA[Mimi Kennedy]]></category>
		<category><![CDATA[O Anjo Exterminador]]></category>
		<category><![CDATA[Owen Wilson]]></category>
		<category><![CDATA[Rachel McAdams]]></category>
		<category><![CDATA[Woody Allen]]></category>

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		<description><![CDATA[A Torre Eiffel. A Catedral de Notre-Dame. O Arco do Trinfo. As charmosas ruelas. Enfim, Paris. É com essas imagens que Woody Allen abre o seu Meia-Noite em Paris. Mas engana-se quem pensa que elas estão ali apenas como um mero cartão-postal da cidade. Na verdade, essa rápida sequência resume todo o conflito do filme, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineanalise.wordpress.com&amp;blog=11783146&amp;post=710&amp;subd=cineanalise&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_711" class="wp-caption alignleft" style="width: 232px"><a href="http://cineanalise.files.wordpress.com/2011/08/meia-noite-em-paris.jpg"><img class="size-medium wp-image-711" title="Meia-Noite em Paris" src="http://cineanalise.files.wordpress.com/2011/08/meia-noite-em-paris.jpg?w=222&#038;h=328" alt="" width="222" height="328" /></a><p class="wp-caption-text">Crédito: Bastidores</p></div>
<p style="text-align:justify;">A Torre Eiffel. A Catedral de Notre-Dame. O Arco do Trinfo. As charmosas ruelas. Enfim, Paris. É com essas imagens que <strong>Woody Allen</strong> abre o seu <strong>Meia-Noite em Paris</strong>. Mas engana-se quem pensa que elas estão ali apenas como um mero cartão-postal da cidade. Na verdade, essa rápida sequência resume todo o conflito do filme, que é o confronto do passado com o presente. Isso porque a Paris que vemos no começo do filme não é a cidade-luz, a cidade do amor clássica, que todos nós conhecemos (nem que seja pelo cinema&#8230;), e sim, uma Paris sem graça, chuvosa, quase deserta. Será que ela perdeu o encanto na atualidade? Nossos tempos modernos, com tanta poluição, comunicação virtual ao invés de cara a cara, violência, corrupção, terrorismo, inviabilizaram toda e qualquer beleza que ainda havia neste mundo?</p>
<p style="text-align:justify;">Talvez este pensamento seja um tanto dramático, mas é assim que às vezes nós nos sentimos quando acompanhamos o último escândalo ou polêmica. E é assim que se sente o personagem principal da história, o roteirista Gil (<strong>Owen Wilson</strong>, que cada vez mais está mostrando um ótimo ator). Ele é apaixonado por Paris, mas não a dos dias atuais, e sim a dos anos 20. A Paris em que viviam gênios das artes como Ernest Hemingway, Pablo Picasso e Cole Porter. Gil acredita que, se vivesse nessa época, conseguiria mais inspiração para finalmente escrever um romance. Mas a sua nostalgia não é compartilhada pelos seus companheiros de viagem: sua noiva Inez (<strong>Rachel McAdams</strong>) e os irritantes e desagradáveis pais dela, John (<strong>Kurt Fuller</strong>) e Helen (<strong>Mimi Kennedy</strong>). Sem apoio ou perspectiva, Gil, de uma hora para outra, ganha uma chance que qualquer um mataria para conseguir: a de voltar no tempo e conhecer os seus adorados ídolos da Paris dos anos 20.<span id="more-710"></span></p>
<p style="text-align:justify;">Eu até hoje nunca assisti a um filme ruim de Woody Allen (confesso que ainda faltar ver muitos). Os seus diálogos são sempre afiadíssimos e sensacionais, mas acho que é quando ele faz uso de um argumento fantástico ele é especialmente feliz, alcançando resultados magníficos. Foi assim com o sublime A Rosa Púrpura do Cairo, uma ode ao próprio cinema e o quanto ele nos fascina. É o meu filme preferido dele. E com essa fantasia com ares de parábola Allen consegue criar novamente uma história deliciosa.</p>
<p style="text-align:justify;">O motivo principal de Meia-Noite em Paris ser tão agradável de se assistir é o frescor da narrativa, que sempre parece ir em frente, mas a cada passo que dá o espectador não pode fazer outra coisa que não se maravilhar com o que é apresentado, seja uma piada bem pensada (quem mais sabe fazer comédia inteligente hoje em dia como Woody?), um diálogo afiado ou mesmo uma cena lindamente fotografada – a Paris noturna dos anos 20 é tão bela que dói na alma não poder estar lá naquele momento. A trama, primeiramente, quer apenas estabelecer terreno, mostrando principalmente como os dramas e aspirações de Gil contrastam com a futilidade da sua futura esposa e sogros. Mas, assim que o roteirista passa a fazer viagenzinhas ao passado (iniciando sempre à meia-noite, daí o título), temos um turbilhão de novas informações que, ao invés de nos deixar confusos, vai criando um clima de descoberta contagiante. Afinal, quem nunca imaginou como seriam as grandes personalidades do passado?</p>
<p style="text-align:justify;">Como Gil, podemos até ficar estupefatos no início, mas logo vamos nos entregando às ótimas conversas que ele vai travando com Hemingway (<strong>Corey Stoll</strong>), Fitzgerald (<strong>Tom Hiddleston</strong>), Picasso (<strong>Marcial di Fonzo Bo</strong>, que está a cara do <strong>Christoph Waltz</strong>, de <a href="http://cineanalise.wordpress.com/2010/02/15/especial-oscar-bastardos-inglorios-dir-quentin-tarantino/"><strong>Bastardos Inglórios</strong></a>), Gertrude Stein (a sempre ótima <strong>Kathy Bates</strong>) e a fictícia Adriana, interpretada com doçura por <strong>Marion Cotillard</strong>, que está em tudo quanto é filme atualmente. Aos poucos, nos apaixonamos por este mundo tão belo e rico de ideias. A experiência consegue ser ainda mais satisfatória se você está familiarizado com os artistas e as obras em questão. Eu não conhecia muita coisa do que foi mostrado, mas foi nada mais do que magnífica a citação de <strong>O Anjo Exterminador</strong>, do <strong>Buñuel</strong>. Se, Woody Allen, quando só escrevia sobre suas neuroses já era excepcional, quando ele coloca na mistura recriações espirituosas de grandes nomes do passado só podia dar coisa boa. E deu mesmo!</p>
<p style="text-align:justify;">É através da relação entre esse mundo mágico e inatingível e o cenário desalentador do presente que Woody consegue traçar um dos seus argumentos mais refinados, sem ser, no entanto, complicado. Ao contrário, ele até mesmo abusa do didatismo nos minutos finais, praticamente jogando todas as suas convicções na cara de um espectador menos capcioso. Didático ou não, o meio termo encontrado por Allen mostra como o saudosismo é um tema mais complicado do que parece. O passado nunca poderá ser tão safistatório; o presente nunca terá o charme de outrora. E, mesmo assim, é o que temos, e é preciso conviver com isso. Desse modo, Allen junta, com um senso de unidade perfeito e aparentemente sem esforço algum, realidade e fantasia num só exercício cinematográfico, algo que só um verdadeiro Mestre poderia conseguir.</p>
<p style="text-align:justify;">Meia-Noite em Paris é certamente uma das “fatias da vida” a que Hitchcock se referia a respeito da obra de outros diretores. Não tem como terminar um filme de Woody Allen e não pensar um pouco que seja sobre a nossa vida, as nossas escolhas, o nosso caminho. E com este filme não é diferente. Allen é tão bom que consegue sempre transmitir algo sem ser carrancudo. Seus filmes tem muito bom humor, leveza, espirituosidade sem perder de vista a profundidade.</p>
<address><strong><em>FICHA TÉCNICA</em></strong></address>
<address> </address>
<address><strong><em>Título original: </em></strong><em>Midnight in Paris</em></address>
<address><strong><em>Ano de lançamento:</em></strong><em> 2011</em></address>
<address><strong><em>Direção: </em></strong><em>Woody Allen</em></address>
<address><strong><em>Produção:</em></strong><em> Letty Aronson, Jaume Roures, Stephen Tenembaum</em></address>
<address><strong><em>Roteiro:</em></strong><em> Woody Allen</em></address>
<address><strong><em>Duração: </em></strong><em>100 minutos</em></address>
<address><strong><em>Elenco:</em></strong><em> Owen Wilson (Gil), Rachel McAdams (Inez), Marion Cotillard (Adriana), Kurt Fuller (John), Mimi Kennedy (Helen)</em></address>
<address> </address>
<address><strong><em>Nota: 9.0</em></strong><em></em></address>
<br />Filed under: <a href='http://cineanalise.wordpress.com/category/comedia/'>Comédia</a> Tagged: <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/critica/'>Crítica</a>, <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/kurt-fuller/'>Kurt Fuller</a>, <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/marion-cotillard/'>Marion Cotillard</a>, <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/meia-noite-em-paris/'>Meia-Noite em Paris</a>, <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/mimi-kennedy/'>Mimi Kennedy</a>, <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/o-anjo-exterminador/'>O Anjo Exterminador</a>, <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/owen-wilson/'>Owen Wilson</a>, <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/rachel-mcadams/'>Rachel McAdams</a>, <a href='http://cineanalise.wordpress.com/tag/woody-allen/'>Woody Allen</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cineanalise.wordpress.com/710/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cineanalise.wordpress.com/710/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cineanalise.wordpress.com/710/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cineanalise.wordpress.com/710/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cineanalise.wordpress.com/710/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cineanalise.wordpress.com/710/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cineanalise.wordpress.com/710/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cineanalise.wordpress.com/710/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cineanalise.wordpress.com/710/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cineanalise.wordpress.com/710/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cineanalise.wordpress.com/710/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cineanalise.wordpress.com/710/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cineanalise.wordpress.com/710/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cineanalise.wordpress.com/710/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineanalise.wordpress.com&amp;blog=11783146&amp;post=710&amp;subd=cineanalise&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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